terça-feira, 29 de julho de 2014

O Soldado Milhões

O Soldado Milhões
Em uma batalha na Primeira Guerra Mundial a 2ª Divisão do CEP (Corpo Expedicionário Português) foi completamente desbaratada, sacrificando-se nela muitas vidas, entre os mortos, feridos, desaparecidos e capturados como prisioneiros de guerra. No meio do caos, distinguiram-se vários homens, anônimos na sua maior parte. Porém, um nome ficou para a História, deturpado, mas sempre eterno: o soldado Milhões.
De seu verdadeiro nome Aníbal Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua menina, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os combatentes lusos como a Luísa. Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que em último caso permitiu a retirada de vários soldados portugueses e britânicos para as posições defensivas da retaguarda.
Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém ora ocupados pelos alemães, o soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de cunhetes de balas que foi encontrando pelo caminho. Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um major escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano.
Regressado a um acampamento português, um comandante saudou-o, dizendo o que ficaria para a História de Portugal, "Tu és Milhais, mas vales Milhões!". Foi o único soldado raso português da Primeira Guerra a ser condecorado com o Colar da Ordem da Torre e Espada, a mais alta condecoração existente no país.
A história é contada na primeira pessoa.
"Eu já sabia de uns abrigos, em baixo, em Huit Maisons, e aí foi onde eu fui recolher. Foi onde eu então estive a dar fogo no dia 9 de Abril de 1918. Entrei para o abrigo, não vi ninguém. Só via fogo em roda de mim..."
Em 1967, contou para uma velha máquina de bobinas a história da guerra em que participou e que fez dele um herói. Fê-lo a pedido e por insistência da filha Leonida Milhões.
A voz de Aníbal apresenta-se trémula, acusa já algum cansaço. A história é contada pausadamente.
"Mais tarde começaram então eles a avançar. Aí é que eu conheci que eram alemães. Foi então que eu lhes abri fogo. Medi-os à cinta e pronto. Essa invasão caiu toda. Passado uma hora ou isso, veio outra igual. Fiz-lhe fogo antes de chegar ao mesmo sítio dos outros. Mas mais tarde veio outra… - Cortei-a também. Foi aí que eu já não vi e não tornei mais a ver alemães".
Assim relatava Augusto Milhais, em 23 de Novembro de 1967, o feito que o tornou herói nacional. A gravação permanece na família.
É guardada como se de um tesouro se tratasse.

As origens
Aníbal Augusto Milhais nasceu em 1895, numa família pobre. Era o mais novo de três irmãos que ficaram órfãos bastante cedo e foram acolhidos por parentes mais próximos.
Ainda criança começou a trabalhar a troco de alimentação e de um abrigo, em casa das pessoas mais remediadas de Valongo, aldeia no concelho de Murça (desde 1924, Valongo de Milhais, em sua homenagem).
Nunca foi à escola. Começou a vida como "moço de recados", depois guardou rebanhos e bois e fazia "todo o tipo de trabalho agrícola", conta o neto, Eduardo Milhões Pinheiro, à Renascença. Os irmãos, João e Maria Rosa, emigraram cedo para o Brasil.
Aníbal permaneceu na aldeia a trabalhar como jornaleiro.
Em 1915 é chamado para a tropa. No ano seguinte, a 13 de Maio, ingressa no Regimento de Infantaria (RI) nº 30, de Bragança.
Segundo o neto, esta teria sido "a primeira vez que saiu da sua terra e do seu concelho".
No mês seguinte é transferido para o RI 19, de Chaves. Meses depois, parte para a guerra. Especialidade: "atirador especial".
A milhares de km de casa
Já na França, Aníbal Milhais especializa-se em metralhadoras Lewis e é integrado no BI 15,  como nº 1 de uma das guarnições de metralhadoras ligeiras.

Eduardo Milhões Pinheiro duvida que o avô (bem como a maior parte dos seus camaradas) "soubessem quais as razões e por quê é que estavam a combater".
"O meu avô vê-se envolvido, a milhares de quilômetros de casa, numa batalha em que apenas lhe foi dito: ‘tens que defender a tua pátria e para isso tens que combater contra os alemães’".
Rezam as crônicas que, a 9 de Abril, uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A força chegou a ser destroçada, a situação era "a pior possível". Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar.

Como enganar alemães
Segundo Eduardo Milhões Pinheiro, o seu avô, "de forma voluntária, disponibilizou-se para ficar e cobrir a retirada de todos os seus companheiros".
"Ficou com a sua metralhadora no posto dele e foi criando a ilusão, nas tropas alemãs, que a posição estava a ser guardada por várias unidades do seu batalhão, porque ele fazia fogo de vários pontos distintos".
"Assim conseguiu empatar a ofensiva alemã durante tempo suficiente que permitiu a todos os seus companheiros recuar para linhas mais resguardadas, em segurança, sendo que a maior parte deles teria conseguido sobreviver", conta Eduardo Pinheiro.
Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos. Tinha apenas "amêndoas doces" para comer.
Quatro dias depois da batalha, teria encontrado "um médico escocês a quem salvou de morrer afogado num pântano. Esse mesmo médico teria  falado ao exército aliado dos feitos" do soldado transmontano.

"Vales milhões"
E foi assim, em plena I Guerra Mundial que o soldado português alcançou a fama, na Batalha de La Lys, em Abril de 1918.
A bravura do franzino e pequeno Aníbal, com pouco mais de um metro e meio de altura, valeu-lhe a Torre e Espada – a mais alta condecoração militar portuguesa - entre outras distinções.
O epíteto "Milhões" nasceu com um elogio do seu comandante, Ferreira do Amaral: "Tu és Milhais, mas vales milhões".
"Ele terá sido condecorado pelo que fez, mas também de forma simbólica como reconhecimento a todos os soldados que combateram, e sobretudo àqueles que tombaram na I Guerra Mundial", acredita Eduardo Pinheiro.

O regresso à terra
Em 1919, Aníbal regressa a Valongo, em Murça, compra uma parcela de terra que cultiva, casa e tem filhos. Vive com dificuldades e luta pela sobrevivência, dedicando-se aos trabalhos agrícolas.
António Milhões, 81 anos, filho do soldado Milhões, lembra-se bem dos primeiros tempos de criança, tempos difíceis e de muito sacrifício.
"Eram tempos muito duros. O meu pai trabalhou muito no campo, para criar os filhos", conta António, revelando que a família viveu períodos de "fome", tempos em que "uma sardinha era dividida por três".
Orgulhoso do pai, António recorda-se dele com "um homem simples, bem-disposto e muito trabalhador". Lembra-se bem que o pai, a quem acompanhava nas tarefas do campo, começou por ganhar a vida com "bois ao ganho": alimentava, tratava e utilizava os animais que outra pessoa com mais dinheiro comprara; quando eram revendidos, dividia-se o lucro.
"Era um mestre nas enxertias e na matança dos porcos e praticamente todas as pessoas da aldeia o chamavam, quando era necessário realizar esses trabalhos".

O resgate do herói
Parecia ter terminado e  fadado ao esquecimento a história de Milhões. Mas o jornal "Diário de Lisboa", em 1924, decidiu resgatar o herói, transformando-o numa espécie de símbolo nacional.
O soldado Milhões passa a ser usado pela propaganda dos poderes da I República e, depois, do Estado Novo.
Frequentemente é convocado para ser mostrado em cerimônias do regime, sempre que era preciso enaltecer a nação e exaltar os valores da "raça".
"Acabava por ser um herói muito conveniente aos desígnios propagandísticos porque a ordem da Torre e Espada normalmente estava reservada para as altas patentes militares", diz Eduardo Pinheiro.
O seu avô era "um soldado raso, iletrado, um homem do povo com quem facilmente o povo se identificava e   daria muito bem para efeitos propagandísticos".
Mas, desse "aproveitamento", o soldado Milhões "não terá tido consciência", sublinha o neto. "Comparecia fardado e com as medalhas ao peito, porque a isso era obrigado".

A vergonha de um herói emigrante
Do percurso de vida do soldado-herói há ainda a registar uma incursão pelo Brasil, em 1928.
Milhões teria trabalho  numa fábrica do Rio de Janeiro, mas os compatriotas de Murça não aceitaram a vergonha de um herói emigrante.
"Fizeram uma coleta e pagarem-lhe a viagem de regresso, dizendo-lhe que um herói da pátria não deve estar emigrado e, muito menos, fazer os trabalhos que lhe aparecessem. Deveria estar no seu país, como símbolo, como reserva de um conjunto de valores ", conta Eduardo.

Não falar da guerra
De regresso à terra, o soldado Milhões retoma a atividade agrícola para sustentar os filhos. Teve dez, mas só oito chegaram à idade adulta. Dificilmente falava da guerra e sempre que o fazia era porque lhe pediam. Nunca deu grandes pormenores.
Mariana Rosa, 74 anos, conviveu de perto com o sogro, mas poucas vezes o ouviu falar da guerra. "Ele dizia que aquele tempo foi um tempo de tristeza e que só pedia a Nossa Senhora do Vale de Veigas que o deixasse regressar à terra."
Eduardo Pinheiro realça que o avô até "mudava de conversa" quando alguém lhe puxava pelo assunto da guerra, mas refere que "ele falava muito de um  companheiro", do qual só conhecemos a alcunha de ‘Malha-vacas’ que ele viu morrer ao seu lado ("despedaçado por um morteiro", no dia 9 de Abril).
"Essas marcas ficam para sempre e explicarão a resistência do meu avô em falar da guerra", conclui o neto.
O reconhecimento material da nação resumiu-se a uma pensão que se manteve nos 15 escudos por mês, pelo menos até o seu quinto filho ir à inspeção militar, no início dos anos 50.
Quando morreu, a 3 de Junho de 1970, aos 75 anos, as suas medalhas conquistadas no campo da glória valiam-lhe pouco mais de mil escudos mensais.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

28 DE JULHO DE 2014 - CENTENÁRIO DO INÍCIO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

URGENTE - HOJE 28 DE JULHO TEM INÍCIO UMA GRANDE GUERRA MUNDIAL.
Não é nenhuma pegadinha, isso aconteceu há cem anos, hoje o mundo inteiro comemora o Centenário do Início da Primeira Guerra Mundial. O encerramento do Centenário da Grande Guerra acontecerá somente em 2018, e até lá milhares de artigos sobre o conflito serão disponibilizados no mundo inteiro, um legado valiosíssimo para a História.
Leia abaixo um trecho do romance histórico, A Última Poesia de Max Wagner, que retrata o início da guerra.
“Do Orgulho Nasceu a Guerra”
Os austríacos haviam solicitado uma série de exigências contra a Sérvia, se ela se negasse, a Áustria iria a guerra. No início a Sérvia até que aceitou todas as exigências, mas acabou sendo encorajada pela aliada Rússia a não ceder, e que se fosse preciso o czar Nicolau movimentaria seus exércitos contra os austríacos. Diante da ameaça russa, o imperador Francisco José manteve cautela, e alguns dias depois convenceu o Império Alemão a apoiá-lo caso fosse necessário. Talvez os alemães pudessem evitar a guerra, mas as notícias da mobilização geral da Rússia gerou o ultimato alemão contra os russos, para que não se metessem no problema entre a Sérvia e a Áustria, era melhor que a guerra ficasse apenas entre eles. O kaiser alemão Guilherme advertiu a França para que também não acudisse o aliado sérvio. Uma catástrofe levou a outra catástrofe, se os russos não se metessem a ajudar os sérvios, e se os alemães tirassem o ultimato contra os russos, a guerra poderia ser evitada.
Tudo não passou de orgulho, ninguém queria ceder.
No dia 28 de Julho, o imperador Francisco José encorajado pelos alemães declarou guerra à Sérvia, e a Turquia pediu formalmente à Alemanha a efetivação de uma aliança secreta, ofensiva e defensiva, que entraria em vigor no caso de qualquer das partes entrarem em conflito com a Rússia. No mesmo dia, a oferta foi recebida em Berlim, aceita e uma minuta do tratado, assinado pelo chanceler, foi telegrafada para Constantinopla. No último instante os turcos estavam prestes a dar o passo final para a guerra, só precisavam de um bom motivo. A Inglaterra proporcionou-lhes o motivo ao apoderar-se de dois cruzadores turcos que estavam sendo construídos, sob contrato, em estaleiros ingleses.
A guerra começava trinta dias após o assassinato do arquiduque, que buscando esfriar os ânimos da região havia viajado à Saravejo, para anunciar a formação de uma monarquia tríplice (austro-húngaro-eslava), elevando teoricamente a Bósnia e a Herzegovina ao mesmo nível de importância da Áustria, mas os sérvios haviam planejado frustrar o projeto austríaco, que resultou na morte do arquiduque. Esse choque colocava alianças eslavas que traziam a Rússia para o conflito contra alianças germânicas, que traziam a Alemanha junto à Áustria.
Belgrado a capital Sérvia estava em sérios apuros, o rolo compressor Austro-húngaro ira varrer os sérvios do mapa?




Imperador  Francisco  José  da  Áustria-Hungria



  Arquiduque  Francisco  Ferdinando  e  duquesa  Sofia 


   Gavrilo  Princip - O assassino  que  deu  início a  1ª Guerra  Mundial


Rei  Pedro  da  Sérvia

 

Livro  A  Última  Poesia  de  Max  Wagner

quarta-feira, 23 de julho de 2014

ANIMAIS NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O  USO  DE  ANIMAIS  NA  PRIMEIRA  GUERRA  MUNDIAL


Quando a Primeira Guerra Mundial começou, os exércitos da Europa ainda tinham o uso do cavalo como arma de combate em alta conta. Logo, porém, o terreno mortal que se formou em torno das trincheiras, tornou praticamente inúteis os ataques de cavalaria  na Frente Ocidental. Contudo,  a necessidade de constante reabastecimento, o deslocamento de novos e pesados armamentos e o transporte de tropas exigiam cavalos fortes  em grande escala - automóveis, tratores e caminhões eram invenções relativamente novas e um tanto raras. As forças britânicas e francesas importaram cavalos de suas colônias e de seus aliados ao redor do mundo, o que gerou um fluxo constante de centenas de milhares de animais em todo os oceanos da Terra. Certa estimativa coloca o número de cavalos mortos durante os quatro anos de guerra em cerca de 8 milhões.


Outros animais também provaram o seu valor: cães tornaram-se mensageiros, sentinelas, fizeram parte das equipes de resgate e foram usados como pequenos animais de carga. Pombos atuaram como mensageiros e até mesmo (experimentalmente) como plataformas de reconhecimento aéreo. Mulas e camelos foram usados em vários teatros da guerra e  muitos soldados tinham mascotes para ajudá-los a elevar o moral. Apenas um par de décadas mais tarde, no início da II Guerra Mundial, a maioria das tarefas militares antes realizadas por animais, estavam sendo feitas por máquinas. A guerra nunca mais dependeria tanto da  força animal. Neste aniversário de 100 anos da Grande Guerra, é justo lembrarmos dos milhões de animais que foram arrastados para o conflito. 

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Um solitário soldado em seu cavalo, durante uma patrulha de cavalaria na Primeira Guerra Mundial. No início da guerra, cada exército envolvido no conflito tinha a cavalaria como parte essencial de suas tropas. No entanto, o uso do arame farpado, o desenvolvimento das metralhadoras e da guerra de trincheiras, logo tornaram os ataques a cavalo muito mais caros e praticamente ineficazes na Frente Ocidental. Porém, em outros teatros como a Frente do Leste e no Oriente Médio, as unidades de cavalaria se mostraram eficientes durante toda a guerra.


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Ataque com gás na Frente Ocidental, perto de Saint- Quentin, 1918.  Um cão mensageiro alemão é solto por seu manipulador. Cães foram usados durante toda a guerra como sentinelas, batedores, nas equipes de resgate, como mensageiros e em muitas outras funções.


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Soldados alemães posam junto a  um cavalo que carrega uma estrutura construída especialmente para acomodar uma metralhadora russa Maxim M1910 completa, com  rodas e caixa de munição.


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Um soldado retira bandagens do estojo de primeiros socorros carregado por um cão britânico, 1915.


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Um pombo com uma pequena câmera acoplada. Esses pássaros treinados foram usados experimentalmente pelo alemão  Julius Neubronner para tirarem fotografias aéreas, antes e durante os anos de guerra; a captura de imagens aéreas era feita quando um mecanismo temporizador clicava o botão do obturador.


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Desembarque de uma mula em Alexandria, no Egito, em 1915. A escalada da guerra levou a Grã-Bretanha e a França a importar cavalos e mulas do exterior. Os vulneráveis navios de transporte eram alvos frequentes da Marinha Alemã, o que quase sempre resultava na morte e no envio de milhares de animais para o fundo do mar.


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Stubby foi o cão mais condecorado da Primeira Guerra Mundial e o único  promovido a sargento por participar em combates. Levado até as linhas de frente, ele foi atingindo em um dos primeiros ataques com gás, o que lhe deu uma sensibilidade  que mais tarde lhe permitiu alertar seus companheiros com antecedência, quando esse tipo de arma era utilizado. Além disso, Stubby ajudou a encontrar soldados feridos e capturou um espião alemão que  tentava mapear as trincheiras dos aliados.


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Membros do regimento de cavalaria Royal Scots Greys descansam os cavalos ao lado da estrada, na França.


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Kemmel, Flandres Ocidental, na Bélgica. Na fotografia vemos o resultado do fogo de artilharia inimiga sobre ambulâncias alemãs em maio de 1918.


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Hospital do Crescente Vermelho em Hafir Aujah, 1916.


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Um cabo, provavelmente da equipe do Segundo Hospital Geral Australiano, carrega um coala, que talvez um seja um animal de estimação ou quem sabe um mascote, no Cairo, em 1915.


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Exercícios da cavalaria turca na frente de Salônica, na Turquia, em março de 1917.


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Um cão mensageiro carrega um carretel de fios para instalação de uma nova linha elétrica,  setembro de 1917.


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Um elefante indiano, do Jardim Zoológico de Hamburgo é usado pelos alemães em Valenciennes, França, para ajudar a mover troncos de árvore. Com a guerra a se arrastar, as bestas de carga tornaram-se escassas na Alemanha, por essa razão,  alguns animais de circos e zoológicos foram requisitados para uso do exército.


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Oficiais alemães em um automóvel  seguem  juntos com um comboio de carroças; soldados a pé podem ser vistos ao longo da estrada.


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"Esses pombos-correio estão fazendo muito para salvar as vidas de nossos rapazes na França. Eles são mensageiros eficientes e também são utilizados por nossos aviadores para informar os resultados de suas observações. "


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Pombos do exército belga. Pombais eram construídos atrás das linhas de frente, os pombos eram enviados para a frente de batalha e voltavam mais tarde com mensagens atadas às suas pernas.


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Dois soldados com motos, cada um com um cesto de vime amarrado às costas. Um terceiro homem coloca um pombo em um dos cestos. No fundo há dois pombais móveis e uma série de tendas. O soldado do meio tem o emblema do Real Corpo de Engenheiros sobre as divisas, que mostram que ele é um sargento.


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Uma mensagem é atada a um pombo-correio por tropas britânicas na Frente Ocidental, em 1917. Um dos pombos-correio da França, chamado Cher Ami, foi agraciado com o  "Cruz de Guerra" pelo serviço heróico de entregar 12 mensagens importantes durante a Batalha de Verdun.


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Um cavalo agoniza amarrado em um poste; o seu cavaleiro morrera atingido por estilhaços, fotografia de 1916.


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O mascote felino do cruzador leve HMAS Encounter, olhando a partir do cano de um canhão de 6 polegadas.


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O General Kamio, comandante-em-chefe do exército japonês, na entrada de Qingdao, em dezembro de 1914. A utilização de cavalos era vital para os exércitos em todo o mundo durante a Primeira Guerra Mundial.


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Refugiados belgas deixando Bruxelas, seus pertences estão em uma carroça puxada por um cão, 1914.


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A Divisão de Camelos Australiana entra em ação perto de Bersebá, em dezembro de 1917. Muitos destes homens morreram em menos de uma hora depois dessa fotografia ser tirada.


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Na Frente Ocidental, vemos um artilheiro alemão morto e vários cadáveres de cavalos, a fotografia é de 1918. É difícil falar em números exatos, mas estima-se que 8 milhões de cavalos morreram durante os quatro anos de guerra.


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Um soldado e seu cavalo com máscaras de gás, 1918.


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A Cruz Vermelha alemã com seus cães de resgate seguindo para a frente de batalha.


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Fotografia tirada na Valáquia, na Romênia.


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Soldados belgas passeiam pela cidade de Deinze, Bélgica, no caminho para Gante, a fim de  tentar conter a invasão alemã.


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Um avanço alemão a oeste de Saint-Quentin, Aisne, na França. A artilharia puxada por cavalos avança através de posições britânicas capturadas, em 26 de Março de 1918.


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Frente Ocidental, projéteis transportados a cavalo, 1916.


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Camelos alinhados em um enorme bebedouro, em Asluj, na campanha palestina em 1916.


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Um tanque britânico Mark V passa por um cavalo morto na estrada em Péronne, França, em 1918.


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Um soldado lê uma mensagem trazida por um cão mensageiro, o animal atravessara a nado um canal, na França, durante a Primeira Guerra Mundial.


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Cavalos requisitados para o esforço de guerra em Paris, França, 1915. Agricultores e suas famílias sofreram grandes dificuldades quando os seus melhores cavalos foram levados para a guerra.


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Na Bélgica, após a Batalha de Haelen, um cavalo sobrevivente é usado na remoção de outros que morreram  no conflito.


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Um cão treinado para procurar soldados feridos sob o fogo inimigo, 1915.


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Na fotografia acima vemos a cavalaria argelina, que fazia parte do exército francês, acompanhando um grupo de prisioneiros alemães capturados  no oeste da Bélgica.

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Um cossaco russo, em posição de tiro, atrás de seu cavalo, 1915.


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Artilharia sérvia em ação na frente de Salônica, em dezembro de 1917.


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Um cavalo amarrado é abaixado para ser operado, por causa de um ferimento de bala.  Valdahon, Doubs, na França.


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O 6º regimento de cavalaria australiano, marchando em Sheikh Jarrah, a caminho para o Monte Scopus, em Jerusalém, em 1918.


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Cavalos da cavalaria francesa atravessam um rio no norte da França.


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Cavalos mortos e uma carroça quebrada em Menin Road, à distância vemos tropas; fotografia tomada no setor de Ypres, na Bélgica, em 1917. Cavalos significavam poder e agilidade, eles transportavam armas, equipamentos e pessoas;  eram alvejados pelas tropas inimigas para enfraquecer o outro lado ou eram capturados para serem colocados a serviço de outro exército.


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Um cachorro carregando um pombo-correio, momentos antes de ser enviado para a linha de frente.