terça-feira, 26 de maio de 2015

PAPOULA VERMELHA - SÍMBOLO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

                                                   NOS CAMPOS DE FLANDRES




Nos campos de Flandres
as papoulas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá embaixo.
Somos os mortos… Ainda há poucos dias, vivos,

ah! Nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.

Continuai a lutar contra o nosso inimigo;
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoulas
nos campos de Flandres.


Poema In Flanders Fields,1915, de John McCrae

Tornou-se o símbolo da Primeira Guerra Mundial. O poema de MacCrae traz uma mensagem muito profunda, é um apelo a paz, mas os soldados sabem que a única maneira de conquistar a paz é lutar e derrotar o inimigo que havia começado aquela guerra. Dessa maneira poderão honrar os camaradas que tombaram nos campos de batalha.

 
                        
John McCrae

A papoula vermelha estará na capa do próximo romance do escritor Max Wagner, O Silêncio das Armas, que será publicado em 2017, é o segundo volume da saga " A Última Poesia " que retrata as duas guerras mundiais.

domingo, 17 de maio de 2015

Vídeo sobre o empresário e fotógrafo Albert Kahn que registrou o mais completo arquivo de fotos coloridas da 1ª Guerra Mundial.

O empresário e fotógrafo Albert Kahn usou os seus recursos e sua equipe de fotógrafos, para registrar o mais completo arquivo de fotos coloridas da 1ª Guerra Mundial. Confira o vídeo.

Entre 1914 e 1918, Kahn enviou vários fotógrafos para os campos de batalha de Verdun, capturando a destruição e o bruto procedimento médico da época.
YOUTUBE.COM

Revista de História da Biblioteca Nacional lança edição dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

Segunda Guerra Mundial
A Revista de História da Biblioteca Nacional acaba de publicar mais uma edição. Neste mês de maio, a RHBN comemora os setenta anos do fim da Segunda Guerra Mundial com um dossiê especial sobre o tema. Francisco Carlos Teixeira da Silva escreve sobre a resistência européia e a sua força contra as fascismo. Já Bruno Leal - fundador do Café História - assina o artigo "Paraíso Duvidoso", onde reflete sobre a questão dos criminosos nazistas no Brasil do pós-guerra. Mas há muito mais. A revista já está nas bancas. Garanta a sua!

Feira do Livro de Ribeirão Preto receberá o escritor e historiador Max Wagner

Feira Do Livro de Ribeirão Preto acontecerá de 14 a 21 de junho, serão oito dias de festa literária, consolidada como um dos mais importantes eventos culturais do interior e uma das sete maiores feiras literárias da América Latina, 160 escritores foram escolhidos do Brasil inteiro para participar do evento, eu fui um dos agraciados, no dia 15 de junho estarei presente para um bate papo sobre os livros digitais e o futuro do livro impresso, às 14h no Centro Cultural Palace . Aproveitarei a ocasião para divulgar o meu romance histórico “A Última Poesia – Do Orgulho Nasce a Guerra“ que retrata a Primeira Guerra Mundial e será publicado em  outubro pela Chiado Editora.





Max Wagner será entrevistado na Feira do Livro de Ribeirão Preto - SP

A Feira do Livro de Ribeirão Preto, que acontecerá de 14 a 21 de junho acaba de lançar sua programação. Eu fui um dos convidados para participar do evento, vou falar sobre o futuro do livro impresso e os livros digitais. Conto com a presença de todos os amigos no dia 15 de junho às 14h no Centro Cultural Palace.
15 de junho
14h - Salão de Ideias

RUMOS DA LITERATURA, COM ANTONIO FAIS, ARNALDO MARTINEZ BACCO JÚNIOR, GABRIEL DE LUCA TRIZOGLIO E MAX WAGNER TARGA
Centro Cultural Palace - Auditório Pedro Paulo
Antonio Fais é filósofo, escritor e cientista da computação. É presidente da Orquestra Filarmônica de São Carlos e autor dos livros: “É Quase Tudo Quase Verdade”, “Água do Cano Torto e Outros Contos do Jaú”, “A Bola e Outros Contos Para Ler na Escola”, “A Cola e Outros Contos Para Ler na Escola”. Arnaldo Martinez Bacco Junior é professor de História e especialista em Metodologia do Ensino de História e Educação. É poeta, cartunista e quadrinista. O paulistano Gabriel de Lucca Trizoglio é escritor e desde 2005 publica textos na internet. É autor dos livros “Noites do Jardim” (2014) e “O Mendigo Samuel” (2015). O escritor e historiador Max Wagner Targa estuda História, especializou-se nas duas guerras mundiais. Seu primeiro livro “A Última Poesia - Do Orgulho Nasce a Guerra” romance sobre a Primeira Guerra Mundial será lançado em setembro.






Lançamento do livro " Crer e destruir - Os Intectuais na máquina de guerra nazista "

Crer & Destruir - Os intelectuais na máquina de guerra da SS nazista | Christian Ingrao | Editora Zahar | 2015 | 475 pgs
Embora o Holocausto tenha sido um dos crimes mais bárbaros que se tem conhecimento, ele não foi cometido por homens sem instrução, sem consciência histórica ou cultural. A “Conferência de Wannsee”, por exemplo, realizada em 20 de janeiro de 1942, reuniu quinze servidores públicos nazistas de alto escalão, muitos dos quais graduados e pós-graduados, cuja pauta era a execução em massa de milhões de pessoas. Tendo em perspectiva que a máquina de matar nazista não poderia ter existido sem um sofisticado grau de comprometimento ideológico, o historiador Christian Ingrao escreveu “Crer e destruir – Os intelectuais na máquina de guerra da SS nazista”, que acaba de ser publicado no Brasil pela Editora Zahar.
Neste livro, Ingrao, que é diretor do renomado Institut de L’Histoire du Temps Présent, em Paris, especialista em estudos da guerra e do nazismo, esmiúça as redes militantes, universitárias e de amizade responsável pela difusão ideológica de superioridade e inferioridade racial, cultural e social que o nazismo criou com tanto esmero. Essa concepção, baseada em falsos princípios científicos, arrebanhou toda uma geração de intelectuais que doaram boa parte de suas vidas à serviço da Alemanha Nazista.
Ingrao se debruça principalmente sobre os homens da SS, a temível unidade de proteção da elite do Partido Nazista, a partir de uma longa pesquisa realizada nos arquivos da SD e da SS.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

As Batalhas de Champagne e Artois - 20 de dezembro de 1914 à 06 de novembro de 1915

Trecho do romance histórico, A Última Poesia - Do Orgulho Nasce a Guerra de Max Wagner, que retrata as batalhas de Champagne e Artois que ocorreram entre 20 de dezembro de 1914 à 06 de novembro de 1915.




AS BATALHAS DE CHAMPAGNE E ARTOIS
A primeira ofensiva na região de Champagne e Ardenas teve início no dia 20 de dezembro de 1914. Foi travada entre o Império Alemão e o Exército francês, foi o primeiro ataque aliado contra os alemães desde a construção das trincheiras. Quando o general Jofre iniciou a Batalha de Champagne estava determinado a vencer a guerra rapidamente. O marechal alemão Helmuth von Moltcke ficou responsável por barrar a invasão. Os combates tiveram início e se estenderam até Givenchy. Os alemães receberam reforços e os franceses perderam o ímpeto. Apesar de estarem em desvantagem, os alemães estavam bem entrincheirados, por que estavam equipados com metralhadoras. O ataque separado na região de Artois perto do rio Yser foi um fracasso para os franceses, a luta encarniçada continuou até fevereiro de 1915, quando uma breve pausa foi feita para que os soldados pudessem ser reorganizados. Os franceses conquistaram alguns ganhos territoriais, o 4° Exército francês tinha feito progressos nas colinas de Champagne, mas não passou de três quilômetros. A batalha teve poucos ganhos e a um custo de 90 mil soldados franceses e também 90 mil alemães, a ofensiva terminou no dia 17 de março de 1915, e foi inútil visto que o Exército francês perdeu muitos homens a troco de quase nada. Apesar da derrota, o general Jofre estava convencido de que as linhas alemãs eram vulneráveis ao ataque massivo da infantaria, principalmente por que parte do Exército alemão estava sendo transferido para lutar contra os russos. Jofre decidiu se reorganizar e retomar a batalha mais tarde.
Houve uma ofensiva em Artois que começou no dia 09 de maio, batizada (Segunda Batalha de Artois). A intenção era capturar a colina de Vimy Ridge, rompendo assim as linhas alemãs avançando para a planície Douai, o sucesso do ataque faria uma grande redução nas linhas ferroviárias alemãs e iria forçá-los a recuar para fora da França. Durante seis dias um grande bombardeio foi feito antes do ataque total. Quando os britânicos avançaram foram repelidos, perderam dez mil homens sem conquistar nada, mas o ataque francês no dia 09 de maio abriu com sucesso, avançando quase três milhas em menos de duas horas, e as divisões marroquinas conseguiram atingir o pico de Vimy Ridge. O general francês Victor d´Urbal era o responsável por esse ataque em Artois e não esperava um sucesso tão rápido, e suas reservas avançaram atrás da linha de frente, se preparando para subir o pico nos próximos dias. Porém as reservas alemãs estavam muito bem posicionadas e no final do dia, as tropas francesas e alemãs se engalfinharam em uma grande batalha de atrito que se estendeu até o dia 18 de junho. No fim o sucesso marroquino de nada valeu, pois os franceses não conseguiram ultrapassar, os alemães enviaram reforços para o local.
No dia 25 de setembro, Jofre resolveu lançar uma grande ofensiva que ia desde a linha de Nieuport passando por Verdun, por toda Artois e nas regiões de Champagne. Nos primeiros dias a ofensiva foi bem sucedida e os alemães perderam terreno, a artilharia francesa disparou um pesado bombardeio durante três dias e depois começou a avançar conquistando três quilômetros, mas no dia seguinte os alemães receberam reforços e os franceses diminuíram a força do ataque. O ataque francês em Artois (Terceira Batalha de Artois) e inglês em Loos foi um fracasso, a investida inicial francesa foi bem sucedida, a primeira linha alemã de entrincheiramentos foi superada em diversos pontos, mas quando os franceses alcançaram a segunda linha foram barrados, era uma linha muita dura de ser vencida. No final de outubro os alemães lançaram um contra-ataque, recuperando grande parte do território perdido. As batalhas de Champagne e Artois terminaram no dia 06 de novembro de 1915. Os franceses perderam mais de 143 mil homens, os alemães 75 mil, 25 mil prisioneiros e muitas armas. A colina de Vimy Ridge em Artois permaneceu nas mãos dos alemães. O sucesso inicial dos franceses se deve principalmente à frágil defesa alemã estacionada na região de Champagne. No fim a ofensiva se mostrou um desastre para os franceses, visto que os alemães reconquistaram o terreno perdido e o número de vítimas francesas havia sido bem maior.








Palestra na Feira do Livro de Ribeirão Preto -SP - 15 de junho

No dia 15 de junho estarei em Ribeirão Preto-SP, para divulgar o romance histórico " A Última Poesia - Do Orgulho Nasce a Guerra " que está previsto para ser lançado em outubro. Também participarei de uma palestra na Feira do Livro, vou falar sobre a importância do marketing e das mídias digitais no mercado editorial, com ênfase nos Ebooks.